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25 de nov de 2015

Curso de Métodos e Técnicas Educativas para a Segurança Viária, com Irene Rios, em Balneário Camboriú


Ainda vagas!

Recebemos inscrições das seguintes cidades: 
Agronômica/SC - Balneário Camboriú/SC - Bituruna/PR - Brasília/DF - Camboriú/SC - Criciúma/SC - Itajaí/SC - Natal/RN - Palmas/TO - Porto União/SC - Rio de Janeiro/RJ - São Paulo/SP - União da Vitória/PR.


Local do Curso: Hotel Sibara Flat e Convenções
Av. Brasil, 1500 - Centro - Balneário Camboriú - SC

Data: 10 e 11 de março de 2016.
Horário: das 8:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:30.
Carga horária: 20 horas aula
Objetivos
Proporcionar a aquisição de conhecimentos sobre conteúdos, métodos e técnicas educativas de trânsito, para o desenvolvimento de aulas, palestras, campanhas educativas e demais atividades em prol da segurança viária.

Público Alvo:  Gestores de trânsito, coordenadores de educação para o trânsito, professores, supervisores, orientadores e demais interessados nos temas.
Conteúdos

I.  Reflexões sobre Procedimentos Metodológicos.

1. Causas da violência viária.
  • Imperícia, cultura, valores e sensibilidade.
2. A importância da psicologia na educação para a segurança viária.
  • Aprendizagem e interesse.
  • Educação para o trânsito aplicada à fiscalização.
  • Dar dicas ou provocar a reflexão?
II.  Boas práticas Educativas para a Segurança Viária.

1. Apresentação, análise e debate.

III. Comunicação e Segurança no Trânsito. 

1. Elementos da comunicação.
2. Funções da linguagem aplicadas ao trânsito.
3. Linguagem verbal e não-verbal.
  • Dicas de oratória.
  • Uso do PowerPoint em apresentações. 
IV.  Dramatização, Música e Audiovisual como Recurso Educativo para a Segurança Viária. 

1. Dramatização.
  • Exercícios de interpretação oral. 
  • Leitura dramática. 
  • Contação de histórias. 
  • Manipulação de fantoches.
2. Música
  • A influência da música no comportamento das pessoas.
  • Elaboração de paródias.
3. Audiovisual.
  • Análise de vídeos relacionados à segurança e convivência no trânsito.
  • Desenvolvimento de atividades contextualizadas com vídeos sobre segurança e convivência no trânsito.
Metodologia e Recursos Educativos: Dinâmicas individuais e de grupo, exposição de motivos, exemplificação, slides, imagens, músicas, vídeos e exercícios práticos.
Docente
Irene Rios, Mestra em Educação; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora universitária de Educação para o Trânsito, Campanhas Educativas de Trânsito e Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes; Autora de artigos e livros na área de Educação para o Trânsito.
Investimento: R$ 390,00
No valor está incluso:
  • Coffee break (período vespertino)
  • Apostila e livros de Irene Rios, no formato digital,
Os participantes receberão certificado de participação.
Formas de pagamento: 
1. Depósito Bancário
Banco do Brasil
Agência: 2638-7 - Conta: 38842-4
Favorecido: Instituto Ousar Comércio e Serviços Ltda Me.
2. Boleto Bancário
3. Empenho
A confirmação da inscrição acontece após o envio do comprovante de pagamento, ou do empenho, pelo e-mail: transito@institutoousar.com.br.
Instituto Ousar se dá o direito de adiar ou cancelar o referido curso caso não haja a quantidade mínima de 25 participantes, com o prazo de 14 dias antes do início do curso. Neste caso, o valor das inscrições pagas será reembolsado.
Informações sobre hospedagem no Hotel Sibara Flat e Convenções (local do curso)
TARIFA DE HOSPEDAGEM POR PESSOA - Incluso café da manhã (válida apenas para as categorias, Standard, Luxo, e Flat/Familiar)
R$ 95,00/diária por pessoa
Single paga conforme a categoria desejada ou disponível.
Duplo/casal: R$ 190,00 a diária.
Triplo: R$ 285,00 a diária.
Quádruplo: R$ 380,00 a diária.
Taxa de 2.5% - ISS sobre a diária.
Contatos
+55 47 3261 5016
+55 47 8497 9451
eventos@sibaraflathotel.com.br
www.sibaraflathotel.com.br


Instituto Ousar
Fone: (48) 8496-1702  (48) 3246-8038

Referências
  1. Detran Rondônia - Porto Velho (2015): Clique aqui!
  2. Detran Pará - Belém (2015): Clique aqui!
  3. Detran Maranhão - São Luís (2015): Clique aqui!
  4. Prefeitura de Brusque - SC (2015): Clique aqui!
  5. Foz do Iguaçu - PR (2015): Clique aqui!
  6. Florianópolis - SC (2014): Clique aqui!
  7. Prefeitura de Itajaí - SC (2013): Clique aqui!
  8. UFPA - Belém - PA (2012): Clique aqui!
  9. Rio de Janeiro - RJ (2012): Clique aqui!
  10. Prefeitura de Lagarto - SE (2012): Clique aqui!
  11. Detran Acre - Rio Branco (2012): Clique aqui!
  12. Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP - (2012): Clique aqui!
  13. Prefeitura de São José - SC - (2011): Clique aqui!
  14. Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP - (2011): Clique aqui!
  15. Detran Pará - Belém (2011): Clique aqui!
  16. Prefeitura de Rio Verde - GO (2011): Clique aqui!
  17. Goiânia - GO (2011): Clique aqui!
  18. Rio de Janeiro - RJ (2011): Clique aqui!
  19. São Paulo - SP (2011): Clique aqui!
  20. Salvador - BA (2011): Clique aqui!
  21. São José – SC (2010): Clique aqui!

24 de nov de 2015

CEBDS e ONSV lançam ferramenta de autoavaliação empresarial em segurança viária

O uso é gratuito e empresas poderão avaliar o seu desempenho, reduzir prejuízos com acidentes, além de ampliar a proteção dos recursos humanos
Empresas de todo o Brasil já contam com uma ferramenta gratuita para avaliar a exposição aos riscos e incentivar melhorias no padrão de segurança viária, internamente.
Ferramenta de Autoavaliação Empresarial em Segurança Viária é resultado de uma parceria entre o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e do ONSV (OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária), que nos últimos meses construíram o instrumento eletrônico  e lançaram, também, um Manual de Boas Práticas para apresentar modelos bem- sucedidos de gestão da segurança viária que podem ser replicados pelas empresas de todo o Brasil.
Com a ferramenta, que já pode ser acessada no site das duas entidades, de forma gratuita, as empresas poderão avaliar a exposição aos riscos no transporte de suas equipes e cargas e buscar soluções para reduzir os acidentes nos deslocamentos; e, por consequência, todos os custos resultantes dessa situação.
Tanto a ferramenta quanto o Manual foram lançados em 18 de novembro,  na 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança Viária, em Brasília.
De acordo com as duas entidades, 10% das mortes no trânsito no Brasil acontecem em deslocamentos a serviço; e o país, segundo ranking mundial da OMS (Organização Mundial de saúde), ocupa o quarto lugar em acidentes de trânsito, totalizando mais de 42 mil mortes em 2013, de acordo com o  Ministério da Saúde.
A ferramenta permite que as empresas possam avaliar as situações pré, durante e pós-acidente, analisando o comportamento humano (os condutores), o veículo e o ambiente (as condições viárias); e, assim, buscar alternativas para redução dos prejuízos de toda ordem.
Vale destacar que as empresas terão inúmeros benefícios com a ferramenta, uma vez que poderão encontrar soluções para a redução de mortes e lesões de colaboradores, aumento de produtividade, redução de afastamentos dos acidentados, redução de acidentes ambientais no caso de cargas perigosas; diminuição das perdas de cargas; enfim, de uma série de prejuízos que a segurança viária pode impedir.
Além da ferramenta, as entidades construíram juntos um Manual de Boas Práticas que poderá servir de referência para que as empresas também busquem modelos que podem ser aplicados na sua realidade. São apresentados modelos nacionais e internacionais.
Para acessar a ferramenta, basta clicar neste link: Ferramenta de Autoavaliação Empresarial em Segurança Viária
E para conhecer o Manual de Boas Práticas, acesse esse endereço:

Queda em mortes de crianças comprova eficácia da cadeirinha

Transporte de crianças
Desde 2010 os equipamentos de retenção para o transporte de crianças são obrigatórios em carros particulares. “Segundo estudos, esses equipamentos, se instalados corretamente e utilizados de acordo com peso e altura da criança, podem reduzir em até 71% as chances de morte de crianças em acidentes de trânsito”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.


Segundo dados do Ministério da Saúde, depois da entrada em vigor da lei que obrigou o uso de cadeirinhas, houve uma queda de 23% nos registros de mortes de crianças no trânsito, porém o alto índice de óbitos ainda preocupa. De acordo com os mesmos dados, por dia, mais de cinco morrem em decorrência de colisões. Outras cerca de 15 mil são hospitalizadas anualmente.

Todos sabem que devem utilizar cadeirinhas, mas poucos sabem os motivos dessa obrigatoriedade.  As crianças são mais frágeis do que os adultos e o cinto de segurança não foi projetado para proteger indivíduos menores de 1,45 m. Por esse motivo, para prevenir lesões em crianças, é necessário utilizar o cinto de segurança e um equipamento adequado ao peso, altura e idade da criança, além de homologado por órgãos nacionais ou internacionais de qualidade.  E isso quer dizer em todos os tipos de veículos.

As normas brasileiras recomendam o tipo de dispositivo conforme a idade da criança, mas como explicado anteriormente, o mais importante não é não levar a multa e sim prezar pela segurança dos pequenos, e por esse motivo o Portal do Trânsito alerta que existem mais aspectos que devem ser levados em consideração, como peso e altura da criança.

De 0 a 13 Kg, ou desde o primeiro dia de vida no trânsito até aproximadamente um ano de idade, o dispositivo adequado é o Bebê Conforto.  Este equipamento deve ser instalado de costas para o movimento do veículo.

Já para crianças de 09 Kg a 18 Kg, com idade de 01 a 04 anos aproximadamente, o dispositivo adequado é a cadeirinha. Para os maiores, a partir de 15 Kg até 36 Kg, deve ser utilizado o assento de elevação. “Os pais devem ficar atentos, pois a criança precisa desse equipamento até atingir 1,45 m e estar preparada para usar apenas o cinto de segurança do carro”, finaliza Mariano.

Transporte Escolar

O possível adiamento da entrada em vigor da medida que obriga o uso de cadeirinhas no transporte escolar não foi bem aceito por entidades que trabalham com segurança de trânsito.

Na semana passada, a ONG Criança Segura e a Proteste Associação de Consumidores publicaram texto na internet lamentando a mudança de data, inicialmente prevista para 1º de fevereiro de 2016.  Elas pedem que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabeleça o mês de junho como prazo máximo para que seja feita a adoção dos equipamentos de segurança. 

As entidades avaliam que é fundamental garantir a segurança das crianças por meio do uso de dispositivos que reduzam o risco de acidentes. O uso das cadeirinhas é importante para evitar transtornos até mesmo aos próprios condutores de transporte escolar.

"A forma mais segura de transportar crianças nos veículos é na cadeirinha, pois ela é projetada de acordo com o tamanho da criança para retê-la no veículo, distribuir a força da colisão de forma igual pelo corpo e proteger partes frágeis do corpo da criança como cabeça, pescoço e coluna. Mas é preciso que ela seja instalada corretamente para de fato garantir a proteção da criança", alerta, na nota, Gabriela Guida de Freitas, coordenadora nacional da ONG Criança Segura.

Fonte:

Observatório atualiza dados da OMS sobre Trânsito e acidentes no Brasil

[...]
O documento do OBSERVATÓRIO traz, entre outros destaques, os dados do Brasil dentro do Relatório Global da OMS (Organização Mundial de Saúde), com abordagem da Estrutura Institucional do país, Informações sobre Vias e Mobilidade, sobre a Segurança Veicular ou da frota, com frota atualizada no primeiro semestre de 2015, os cuidados existentes no país em situações de pós-acidente e dados de mortes, destacando custos, taxas atuais e projeção para 2014.
O trabalho do OBSERVATÓRIO também contempla uma leitura sobre a legislação existentes nesta área como, por exemplo, se o país conta com leis voltadas para ampliação da segurança dos usuários da via, entre elas, a de limites de velocidade, proibição de uso de bebidas na direção, obrigatoriedade do cinto de segurança, do uso de cadeirinhas e de capacetes para usuários de motos.
Ainda nesta parte do documento, outros dados disponibilizados fazem referência às mortes por tipo de usuário da via, apresentam uma série histórica dos últimos 10 anos sobre a fatalidade no trânsito, incluindo projeção para 2014.
Além disso, o OBSERVATÓRIO divulga comparativos sobre mortes no período de 2003 e 2013, com mapas para facilitar a visualização.
Para aprofundar ainda mais o cenário do trânsito no país, a entidade publica neste documento, informações sobre população, frota, mortes, custos dos acidentes de trânsito e condições das rodovias em todo o país. As informações estão regionalizadas o que permite comparativos daqueles que acessarem o material.
[...]
Fonte:

14 de nov de 2015

Resultado final do XIV Prêmio Denatran


Parabéns aos vencedores, em especial ao Claudio Bellintane Jr. e à Prefeitura de Novo Horizonte, que, disputando com 44 projetos enviados, de várias cidades do Brasil, conquistou o 3º lugar na categoria EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO: Projetos ou Programas, com o projeto "O contador de histórias vai às escolas”. Uma parceria com Rodrigo Calistro, Irene Rios e Instituto Ousar. 



Clique nos títulos e conheça os trabalhos premiados

ENSINO FUNDAMENTAL: 1º ao 5º ANO - Produção Artística ou Conto
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Ana Beatriz Sousa Rocha
Canindé/CE
2º Lugar
Anna Clara Barroso Alves
Canindé/CE
3º Lugar
Ana Alice Lima Calazans Vieira
Curvelo/MG
ENSINO FUNDAMENTAL: 6º ao 9º ANO - História em Quadrinhos ou Poesia
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Janaina da Silva Lima
Picui/PB
2º Lugar
Lorruama dos Santos Lima
Picui/PB
3º Lugar
Aline Fatima Rachow
Rondon/PR
ENSINO MÉDIO: Esquete Teatral
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Mariana Marques Carrasco
Selbach/RS
2º Lugar
Lucas Silva Dantas
Picui/PB
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: Paródia
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Dilermando Batista de Lucena
João Pessoa/PB
2º Lugar
José Cícero dos Santos
Campo Alegre/AL
3º Lugar
Demetrius Gomes Dantas
joão Pessoa/PB
EDUCAÇÃO ESPECIAL: Mosaico
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Diovanna Thammy Oliveira Barbosa
Manaus/AM
2º Lugar
Jehanine Franciely Correa da Cruz
Quatro Barras/PR
3º Lugar
Helen Aparecida Antunes
Quatro Barras/PR
EDUCADORES: Projetos de Educação de Trânsito
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Roseli Vicentin
Colombo/PR
2º Lugar
Marcedonia Oliveira Alves
João Pessoa/PB
3º Lugar
Rogério da Fonseca Trindade
Curvelo/MG
EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO: Projetos ou Programas
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul
2º Lugar
Concessionária Rota das Bandeiras
Itatiba/SP
3º Lugar
Prefeitura de Novo Horizonte-SP
COMUNICAÇÃO: Campanhas ou Peças educativas
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Ricardo Marques Gandolfi
Curitiba/PR
2º Lugar
Carlos Alberto Bonassi Quinelato
Sorocaba/SP
3º Lugar
Jéssica Gonçalves de Araújo Miranda
Brasília/DF
CIDADANIA: Projetos Pedagógicos
Colocação
Nome
Município/UF
1º Lugar
Juliana Ladeira
Viçosa/MG
2º Lugar
Liliana Fátima Santos de Campos
Vacaria/RS
3º Lugar
Josilaine Aparecida Pianoschi Malmonge
Bauru/SP
Município com maior número de trabalhos enviados
CANINDÉ-CE
99 trabalhos

13 de nov de 2015

Iniciativa de juiz ajuda motoristas a não dirigir mais depois de beber

Flagrados dirigindo embriagados, eles deixam de responder a processo criminal para cumprir obrigações, como ter contato com vítimas de acidentes.

Uma iniciativa de um juiz na região metropolitana de Curitiba tem ajudado motoristas flagrados bêbados a não pegar mais no volante depois de consumir álcool.

Anestino da Rocha, 42 anos. E um flagrante na volta do baile.

“Ah, acho que tinha tomado seis latinhas no baile. Mas já estava voltando para casa. Na minha cabeça eu estava são”, diz o pedreiro.

Pedro Henrique Gros, 26 anos, tinha ido até um posto de combustíveis buscar mais “combustível” para o churrasco da turma.

“Fui comprar mais vodka, mistura e gelo, estava no aniversário de um amigo meu e eu estava voltando no caminho, uma abordagem da polícia”, conta o representante comercial.

Flagrados dirigindo embriagados, eles admitiram o erro, poderiam pegar até três anos de prisão. Mas no caminho dos dois, além da polícia, havia um juiz, que, diante de casos assim, vai logo fazendo a proposta.

“Você tem direito que o seu processo seja suspenso se você cumprir determinadas obrigações. Uma é o comparecimento a uma sessão dos Alcoólicos Anônimos; a segunda, oito horas de palestras dadas por diversas entidades. Além disso, ele deverá passar 40 horas no hospital municipal aqui de São José dos Pinhais tendo contato direto com vítimas de acidente de trânsito”, explica o juiz Augusto Gluszczak.

Pedro ajuda a transportar um paciente que foi vítima de acidente de trânsito e que acabou de sair do centro cirúrgico, onde fez uma cirurgia no rosto e foi para o quarto até o dia em que receber alta.

Jornal Nacional: Pedro, muitos casos você viu nos últimos dias, né?
Pedro Henrique: Muitos, muitos, muitos!

“Eles se deparam com essa situação, auxiliando essas pessoas e aí eles começam a pensar diferente e a agir diferente também, que eles poderiam ter causado aquele acidente de trânsito”, diz Jeanine Luzia Ferreira de Paula, assistente social do hospital.

Noventa por cento das pessoas flagradas dirigindo sob o efeito de álcool em São José dos Pinhais nos últimos cinco meses aceitaram trabalhar no hospital. Ao todo, 100 motoristas. Uma chance de olhar para trás, reconhecer os deslizes e escolher um caminho mais seguro.

“Eu bebia bastante e dirigia né, agora parei com isso. Agora vou de ônibus, volto de táxi, pego carona, entendeu. Então parei com isso”, diz Anestino.

O Pedro viu gente ferida, machucada. Mas também viu gente nascer nesses dias. Vai sair de lá transformado por um choque de realidade

Jornal Nacional: Você caiu na real?
Pedro Henrique: Caí, ainda bem. Porque você passou na pele, vivenciou. Viu. Valeu a pena

Os motoristas escapam do processo criminal, mas não do Detran. Eles ainda podem perder a carteira e passar por curso de reciclagem.


Fonte:

12 de nov de 2015

Campanhas Educativas para o Trânsito: A percepção sensível de jovens e adultos



Pesquisa apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação, da Universidade do Vale do Itajaí, como requisito à obtenção do grau de Mestre em Educação – área de concentração: Educação – (Linha de Pesquisa - Cultura, Tecnologia e Processos de Aprendizagem).

Orientadora: Prof.ª Dr.ª Carla Carvalho.

Irene Rios

11 de nov de 2015

Boas leis não garantem a segurança viária no Brasil

por Archimedes Azevedo Raia Jr.*

O Relatório 2015 sobre segurança de trânsito no mundo acaba de ser publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas. Cerca de 1,25 milhões de pessoas morrem, em média, a cada ano como resultado de acidentes de trânsito no mundo, apesar de serem constatadas algumas melhorias na segurança viária.

A quantidade de mortes no trânsito em nível mundial apresentou tendência de estabilização, embora o número de veículos em todo o mundo tenha aumentado rapidamente, assim como a população global. No período de 2011 a 2013, 79 países conseguiram reduzir o número absoluto de mortes, enquanto que 68 países experimentaram aumentos.

Alguns países obtiveram mais sucesso na redução do número de mortes no trânsito devido à melhoria na legislação e sua aplicação, tornando vias e veículos mais seguros. É certo que as estratégias adotadas são apropriadas, embora o ritmo das mudanças ainda seja muito lento, abaixo do esperado.

O Relatório da OMS coloca em relevo que os usuários dos sistemas de trânsito, em todo o mundo, são desigualmente protegidos. O risco de morrer em um acidente de trânsito ainda depende, em grande parte, do local onde as pessoas moram e como elas se movimentam. Um grande precipício ainda separa os países de alta renda dos de rendas baixa e média, onde 90% das mortes no trânsito ocorrem, apesar de registrarem apenas 54% da frota mundial. A Europa, em particular os países mais ricos da região, tem as mais baixas taxas de mortalidade per capita, enquanto que o continente africano apresenta as mais altas.

No entanto, um maior número de países está adotando medidas para tornar o trânsito mais seguro. De 2011 a 2013, 17 países adotaram pelo menos uma das suas leis semelhantes às melhores práticas de segurança para cintos de segurança, álcool ao volante, velocidade, capacete para usuários de motos ou de dispositivos de retenção para crianças (cadeirinhas).

O Relatório 2015 destaca algumas constatações importantes, em nível mundial. 105 países possuem leis adequadas relacionadas com o uso de cinto de segurança, aplicadas a todos os ocupantes dos veículos. 47 países têm boas leis sobre a velocidade, que definem, em nível nacional, limites máximos de velocidade na zona urbana de 50 km/h e atribuem às autoridades locais de trânsito a competência para reduzirem ainda mais os limites de velocidade.

Em 34 países há leis apropriadas que restringem a alcoolemia por parte dos condutores com uma concentração de álcool no sangue (CAS) menor ou igual a 0,05 g/dl, bem como limites inferiores menores ou iguais a 0,02 g/dl para os condutores jovens e inexperientes. São 44 os países que possuem leis que obrigam o uso de capacetes para todos os condutores e passageiros em motocicletas. Por outro lado, constatou-se que 53 países dispõem de leis associadas aos dispositivos de retenção infantil (DRI) para ocupantes de veículos com base na idade, altura ou peso, além de impor restrições de idade ou altura para crianças sentadas no banco da frente.

Especificamente, com relação ao Brasil, o Relatório apresenta algumas observações. Quando comparado com alguns dos mais populosos países (China, Índia, Rússia e Japão), o Brasil possui legislação de trânsito comparável às melhores práticas, relacionadas com velocidade, restrição a álcool pelos condutores, capacetes pelos usuários de motocicletas, cinto de segurança e DRI. O Brasil foi considerado com práticas adequadas nos quatro últimos tópicos.

A partir de uma visão geral dos métodos usados para obter estimativas nacionais de acidentalidade viária, o Brasil foi classificado no Grupo 1, reservado a países que possuem bom registro de dados sobre mortes no trânsito.

Enfim, o que se pode depreender das análises apresentadas pelo Relatório Global de Segurança de Trânsito 2015 é que o Brasil possui uma boa legislação de trânsito, comparada às melhores práticas em todo o mundo. No entanto, essa legislação moderna e abrangente não tem sido suficiente para promover melhorias significativas na segurança viária. O país apresentou um taxa média de 23,4 mortes por grupos de 100 mil habitantes. Essa taxa é considerada alta quando comparada com outros países: Argentina (13,6), Austrália (5,4), Canadá (6,0), Chile (12,4), França (5,1), Alemanha (4,3), Índia (16,6), Israel (3,6), Itália (6,1), Japão (4,7), México (12,3), Portugal (7,8), Rússia (18,9), Espanha (3,7), Reino Unido (2,9), USA (10,6).

Além disso, a evolução dos dados de mortalidade no trânsito brasileiro tem apresentado tendência de crescimento: eram 17,1 mortos por grupo de 100 mil habitantes, em 2000, passou a 23,4, em 2013. Isto mostra claramente que não bastam boas leis se sua aplicação não for adequada. 

*Archimedes Azevedo Raia Jr.
Engenheiro, doutor em Engenharia de Transportes e especialista em trânsito, professor da UFSCar. Coautor dos livros Segurança de Trânsito e Segurança Viária e diretor de Mobilidade da Assenag-Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru-SP.